Vamos conversar sobre Altas Hospitalares?

Sim, precisamos conversar sobre a gestão das Altas Hospitalares.
Afinal, toda estrutura produtiva dos hospitais gira em torno da disponibilidade e da ocupação do leito hospitalar.
E a alta é um momento decisivo, onde um paciente encerra sua internação e sai do hospital, liberando o leito para que outra pessoa possa ser atendida.
O problema, é que faltam leitos, e, para agravar, falta padrão nas abordagens executadas. Todo tipo de padrão...
Desde a abordagem médica (que deveria sempre ser pautada em protocolos e diretrizes clínicas, mas não é), assistencial (onde sempre deveria ser feito o planejamento da alta e a educação de pacientes e familiares para o período pós-hospitalar, mas não é), administrativa (com a organização de horários, cobranças e trâmites burocráticos, que já deveriam estar prontos, mas não estão), e de apoio (com limpeza e hotelaria que deveriam estar à postos e disponíveis, atuando com agilidade para que o leito fique logo pronto para um novo paciente, mas não estão).
A realidade da maioria dos hospitais, é que o tema não é nem discutido. É uma corrida permanente, apagando incêndios, e atuando no automático, sem pensar na melhor organização dos serviços.
O resultado disso é um enorme desperdício. Os minutos perdidos viram horas ao final do dia, e viram dias ao final do mês. E em um cenário de esgotamento e dificuldades de financiamento, isso faz falta, faz muita falta.
É o famoso "o barato que sai caro". Por isso, o tema deve ser discutido de forma urgente e estruturada. Uma boa sugestão é criar fóruns específicos, multiprofissionais, qualificados e capazes de discutir e avaliar:
  • Se o registros disponíveis são fidedignos;
  • Se a performance das equipes assistenciais (Enfermagem, farmácia, fono, fisio, psicologia, etc.) ocorre de maneira sinérgica, ou se existem oportunidades imediatas de melhoria;
  • Se a comunicação entre as áreas (Centro Cirúrgico, CTIs, Unidades de Internação, Áreas de exames, Hotelaria, Limpeza, Check Out, etc.) está alinhada e otimizada para evitar desencontros e desperdícios;
  • Se o Corpo Clínico está devidamente comunicado das expectativas e padrões institucionais;
  • Se os pacientes e familiares estão sendo devidamente informados e educados para a alta hospitalar ao longo da internação;
  • Se a estrutura administrativa, recepções, informações, etc. estão adequadas em termos burocráticos e tecnológicos para a excelência desejada;
Enfim, são inúmeras as abordagens estruturantes e capazes de otimizar o processo de alta hospitalar, melhorando a qualidade assistencial, a satisfação de clientes e colaboradores, além de proporcionar uma utilização muito mais racional e adequada dos recursos disponíveis, gerando resultado para os hospitais.
Abraços.

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