Temos um desafio pela frente. Temos que globalizar os nossos hospitais. Para facilitar o entendimento, digamos que o hospital padrão atual é um táxi. E um olhar para o futuro próximo, nos mostra que tem um, ou melhor, vários UBERs chegando.
Ou abrimos os olhos, e passamos - rapidamente - à atender os anseios e expectativas dos pacientes, ou seremos atropelados. As tecnologias digitais, a conectividade, a mobilidade, big data, a inovação, empreendedorismo e coragem dos players mais novos e menos engessados rapidamente irão estabelecer um novo padrão, sem que haja tempo para reação de nossas instituições tradicionais.
Já não se trata de um alerta, e sim de uma constatação. A mudança está em curso. Condições novas estão sendo impostas neste mercado ainda tão recheado de distorções...
Redes oferecem consultas e exames à preços populares. Plataformas digitais conectam médicos e clientes diretamente. Smartphones oferecem aplicativos para diagnóstico e dúvidas. Atendimentos personalizados, sem filas, sem demoras e sem desperdícios já são uma realidade. Terapias alternativas, residenciais adaptados, atendimento integral, tudo isso já está aí, na nossa frente, Agora, faça um reflexão... olhe para o seu hospital, e me diga: Nossos hospitais sobreviverão no modelo tradicional?
Eu creio que não. Penso que temos o desafio de prover um desenvolvimento intenso nos próximos 5 anos, adotando novas tecnologias e promovendo uma mudança profunda da cultura hospitalar, sob pena de presenciarmos a precarização e obsolescência aguda de nossos hospitais, em curto espaço de tempo.
Executivos hospitalares, acordem. A necessidade de investimento é premente. Não falta dinheiro, falta gestão. Quebrem os paradigmas das reservas profissionais que se estabeleceram historicamente, atuem com força nas zonas de conforto, privilegiem os profissionais aderentes às novas tecnologias, e com aptidão para o atendimento, para a prestação de serviços. É isso.
Temos que aprender a trabalhar em rede, aprender a precificar adequadamente nossos serviços, estabelecer relações profissionais e íntegras de relacionamento com fornecedores, investir em tecnologias voltadas para a integração móvel, atualizar o nosso modelo de atendimento em direção ao que desejam os nossos consumidores, ou estamos quebrados. É isso. Simples assim.
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