A cada dia presenciamos mais e mais notícias
que ressaltam a fragilidade na gestão dos hospitais brasileiros. São casos de
corrupção, descaso, ausência de controles básicos, despreparo dos gestores, conflito
de interesses, enfim... um repertório amplo. Será que só tem coisa ruim?
Certamente não, como citamos abaixo:
·
Aprimoramento
do uso das tecnologias de gestão: Atualmente os sistemas de gestão
hospitalar evoluíram muito, sempre apresentando módulos de apoio à alta
administração, que facilitam muito o acompanhamento dos resultados, com relatórios
e indicadores que, se alimentados corretamente e utilizados por pessoas
qualificadas em gestão hospitalar, auxiliam muito na organização dos processos
hospitalares, mesmo aquelas que utilizam apenas plataformas e sistemas
gratuitos. Para os líderes do segmento, que normalmente já possuem a organização
orçamentária necessária para um investimento forte em TI, o cenário é ainda
mais positivo, com o alto grau de mobilidade e entrada de startups que
aproximam cada vez mais a gestão de seu público-alvo;
·
Ampliação
dos programas e certificações de qualidade voltados para o segmento da saúde:
Se compararmos a evolução ocorrida na última década, a notícia é boa. O modelo
brasileiro de acreditação para instituições de saúde está consolidado. Outras
certificações internacionais chegaram, e os fóruns de discussões ficaram muito
mais transparentes e interessantes. Hoje existem vários profissionais com a
atribuição específica de discutir e aprimorar critérios de segurança e
qualidade nas instituições da saúde, públicas ou privadas, sempre questionando
processos com o intuito de proteger pacientes e colaboradores;
·
Evolução
dos processos regulatórios: Uma fragilidade histórica no modelo brasileiro
é a permissividade nas leis e contratos, que pouco regulam o mercado da saúde.
Ainda que em uma velocidade inferior à desejada, estamos evoluindo, apesar da
intensa contaminação política existente. As plataformas digitais permitem
estabelecer regras e formatos de acompanhamento e regulação impossíveis de
serem realizados 10 anos atrás. Muitos dos casos de desvios e posturas
inadequadas que aparecem hoje, já são resultados obtidos pelo aumento real do
poder de fiscalização e regulação.
·
Novos
profissionais participando da gestão em saúde: São engenheiros de produção,
economistas, estatísticos, advogados, projetistas, administradores, analistas,
dentre outros, com conhecimentos específicos desenvolvidos em outros segmentos,
que estão encontrando espaço na gestão em saúde, promovendo o
desenvolvimento de processos que historicamente eram abordados apenas por
Médicos e Enfermeiros. Esta multidisciplinaridade é benéfica, e proporciona
novos olhares para um segmento implorando por novas idéias.
·
Empoderamento
dos pacientes: A expansão das tecnologias de informação deram voz efetiva
aos pacientes. Qualquer pessoa com um smartphone na mão pode registrar e
divulgar quando está recebendo um serviço inadequado. O resultado disso é que
os setores de relacionamento também tiveram que buscar o desenvolvimento de
suas ferramentas e de seu modelo de atuação. Antes raros em hospitais, hoje são
obrigatórios, e devem lidar com um paciente cada vez mais informado sobre seus
direitos e mais consciente de como funcionam os hospitais.
Por acaso nosso leitor percebe a
transformação destas situações nos hospitais em que trabalha ou frequenta? Comentários
são bem vindos.
Particularmente, minha expectativa é que a
transformação será ainda mais rápida e intensa, com a abertura do mercado, e
com a entrada de grandes redes privadas no país. Teremos grandes impactos nos
processos hospitalares. É esperar pra ver!

Parabéns pelo seu artigo! A minha empresa fez um trabalho bem interessante para melhorar o gerenciamento de glosas hospitalares. Já conseguimos automatizar 77% do trabalho de um faturista que tinha 100% dos demonstrativos recursados manualmente! Se quiser conhecer, é a www.starapps.com.br
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